Jogo de cartas para casais: como funciona e como criar
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Um jogo de cartas para casais é feito de cartas com perguntas ou pequenas tarefas. Vocês tiram uma de cada vez, respondem e escutam o outro. Dá para fazer o mesmo com papeizinhos, uma tigela e uma caneta em meia hora, e muitas vezes fica até melhor, porque as perguntas combinam com vocês.
Como funciona esse jogo de perguntas, onde ele emperra e como montar um baralho próprio, está aqui.
O que faz um jogo de perguntas para casais
A ideia é simples: outra pessoa inventou a pergunta, então vocês não precisam. Isso tira pressão. Ninguém quer passar a noite inteira fazendo o papel de mediador, e "como foi o seu dia?" já cansa depois da décima vez. Uma carta tirada é uma ocasião para falar de algo em que vocês não teriam pensado.
Há mais ou menos três tipos de carta:
- Perguntas abertas, que puxam histórias ("Que momento comigo ficou na sua memória?").
- Tarefas, algo para fazer juntos: um minuto de olho no olho, cinco minutos de massagem, refazer uma foto.
- Adivinhações, em que vocês apostam no que o outro responderia.
A maioria dos jogos mistura esses tipos. Jogos só de perguntas parecem mais calmos e sérios, as misturas mais soltas. Mais sobre formatos de brincadeira está em jogos para casais.
Como corre uma rodada
Uma forma básica que vocês podem testar já:
- Embaralhem as cartas e coloquem viradas para baixo entre vocês.
- Uma pessoa tira e lê a carta em voz alta.
- Os dois respondem. Quem leu responde primeiro ou por último, conforme o combinado. O importante é que os dois falem, mesmo que a pergunta fosse "só" para um.
- Perguntar mais um pouco é permitido: "E como foi isso exatamente?" Avaliar ou corrigir, não.
- Se uma carta não serve, vocês podem descartá-la uma vez por noite, sem explicar por quê.
E algumas regras que salvam noites:
Uma carta curinga por pessoa. Quem não quer responder a uma pergunta agora, solta o curinga. Parece inofensivo, mas muda muito: quem sabe que pode sair se arrisca mais numa resposta sincera.
Primeiro escutar, depois comentar. O outro fala sem ser interrompido. Só quando ele termina vem a sua reação.
Celulares em outro cômodo. Soa rígido. Mas é o único truque que funciona mesmo todas as vezes.
Parar enquanto está bom. De dez a quinze cartas bastam. Se vocês interrompem enquanto ainda há vontade, jogam de novo na semana que vem.
Por que cartas às vezes são melhores do que uma conversa sem plano
Falar livremente soa romântico, mas logo escorrega para a organização: quem pega as crianças, o que tem para comer amanhã. As cartas traçam uma fronteira. Enquanto o jogo dura, o dia a dia fica de fora. E o acaso faz aparecer também assuntos que vocês normalmente contornam.
Por outro lado, há limites. Cartas não substituem uma conversa sobre conflitos de verdade. Se uma pergunta abre feridas antigas, parem e continuem conversando separado do jogo. Se vocês não avançam, uma terapia de casal pode ajudar. Para o tema briga, leiam melhor o texto sobre brigas no relacionamento, e não um jogo de cartas.
Montar o seu próprio jogo de cartas para casais
Quase não precisa de nada: fichas ou papel firme, uma caneta, uma tesoura se vocês quiserem cortar direitinho.
Passo 1: definir categorias. Quatro ou cinco bastam. Por exemplo: dia a dia, lembranças, futuro, diversão e uma para intimidade. Assim o baralho fica variado.
Passo 2: cada um escreve cartas para o outro. Esse é o truque de verdade. Quem escreve perguntas para o par pensa nele sem perceber. Cada um escreve dez cartas, então vocês têm vinte. Embaralhem sem mostrar o que está nas cartas.
Passo 3: misturar profundidades. Mais ou menos metade leve, um terço média, o resto mais funda. Quem escreve só perguntas fundas perde a graça, quem escreve só leves fica na superfície.
Passo 4: cartas especiais. Um curinga, uma carta "troque a pergunta", uma carta "os dois respondem ao mesmo tempo". Não precisa de mais.
Passo 5: deixar crescer com o tempo. Ponham uma caixa junto. Sempre que vocês pensarem numa boa pergunta durante a refeição ou na cama, anotem e joguem lá dentro.
Ideias para as suas cartas
Aqui estão perguntas para começar.
- Que comida te lembra de uma pessoa ou de um lugar específico?
- O que você faria num dia em que tudo é permitido e ninguém nunca fica sabendo?
- Qual foi a melhor coisa do nosso primeiro mês que você não disse na época?
- Do que você riu tanto esta semana que precisou se segurar?
- Que frase minha você guardou sem que eu saiba?
- Que hábito meu você sente falta quando estou fora?
- O que você gostaria de contar sobre nós daqui a dez anos?
- Que coisa do nosso dia a dia você manteria na hora se tivéssemos de nos mudar?
- Quando foi a última vez que você pensou: com essa pessoa nunca fica chato?
- Que ritual do nosso relacionamento é mais importante para você do que você já admitiu?
Cartas de tarefa que quase não pedem preparo:
- Contem um ao outro, alternando, durante um minuto, algo bonito, sem que o outro responda.
- Mostrem um ao outro a última foto do celular de que gostam e contem a história dela.
- Planejem juntos um sábado em que nenhum dinheiro pode ser gasto.
- Escrevam um ao outro um bilhete com uma frase e escondam para a manhã seguinte.
Um baralho para a estrada e para noites sem tempo
Nem toda noite tem meia hora livre. Aí uma carta basta. Tirem-na no café da manhã, respondam no carro, continuem à noite. Algumas cartas no bolso da jaqueta resolvem. Em viagens longas de carro isso funciona especialmente bem, e há mais sobre isso em perguntas para viagem longa de carro.
Se vocês não vão fazer cartas
Alguns casais começam animados com um baralho e o deixam parado depois de três semanas. É humano. As cartas ficam na estante, e ninguém as pega.
Se cartas não viram hábito para vocês, uma estrutura fixa ajuda. O Nós2 manda uma pergunta por dia no celular, vocês respondem separados, e a resposta do outro fica escondida até vocês responderem. É, no fundo, um jogo de cartas sem embaralhar, que lembra vocês sozinho. Quem prefere ficar a dois à mesa usa as cartas, quem está na rua usa o aplicativo.
Erros comuns
Cartas demais de uma vez. Cinquenta perguntas numa sessão cansam. Melhor mais vezes e mais curto.
Avaliar cada resposta. "Que desejo estranho" acaba com qualquer abertura. Perguntem em vez de julgar.
Usar o jogo como prova. Se uma pergunta de adivinhação vira cobrança ("você devia saber!"), guardem as cartas. O jogo deve despertar curiosidade, e não dar nota.
Só perguntas fundas. O humor também faz parte. Quem quer mais disso encontra material nas perguntas engraçadas para casais.
O que fica no fim
Um jogo de cartas para casais é uma ocasião, não mágica. Tira de vocês a tarefa de inventar um assunto e dá em troca um horário fixo. O resto vem do escutar. Comecem com vinte cartas escritas por vocês, joguem dez e deixem as outras para a semana que vem.
Se vocês preferem um empurrão diário, experimentem o Nós2: uma pergunta por dia, respondida em separado, e depois vocês conversam sobre ela.